Ferramenta para identificação do valor e da disposição de compra dos consumidores de produtos ecológicos / Tool for value identification and consumer willingness to purchase green products

Autores

  • Geysler Rogis Flor Bertolini Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
  • Loreni Teresinha Brandalise Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
  • Claudio Antonio Rojo Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
  • ílvaro Guillermo Rojas Lezana Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Palavras-chave:

Valor, Compra, Preço, Produtos ecológicos

Resumo

O valor para os consumidores das questões ambientais é um fator relevante para as tomadas de decisão das organizações. O presente artigo tem como objetivo apresentar uma ferramenta que possa identificar o valor e a disposição de compra dos consumidores de produtos ecológicos. Trata-se de uma pesquisa exploratória, apresentando um modelo interrogativo. A ferramenta proposta é composta em duas etapas: a primeira consiste na verificação do valor e da preferência de compra dos consumidores em relação aos produtos ecologicamente corretos. A segunda etapa consiste na simulação da oferta produto ecológico aos consumidores. Com os resultados encontrados, mostrando se os consumidores comprarão ou não o produto ecológico, as organizações obterão informações relevantes para tomada de decisão.

Biografia do Autor

  • Geysler Rogis Flor Bertolini, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
    Docente do Mestrado em Desenvolvimento Rural Sustentável da Unioeste. Formação: Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009), Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004), Graduação e Especialização em Administração de Empresas.
  • Loreni Teresinha Brandalise, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
    Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina -
    UFSC. Professora adjunto da Unioeste, Campus Cascavel, Paraná, Brasil
  • Claudio Antonio Rojo, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
    Docente do Mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE. Pós-doutor em Administração pela Universidade de São Paulo – FEA/USP. Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
  • ílvaro Guillermo Rojas Lezana, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
    Docente do mestrado e doutorado do programa de Engenharia de Produção da UFSC. Possui graduação em Ingeniero Civil Quí­mico - Universidad Catolica de Valparaiso Chile (1979), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1982) e doutorado em Ingenierí­a Industrial - Universidad Politécnica de Madrid (1995). Atualmente é professor Associado 3 da Universidade Federal de Santa Catarina.

Referências

Azevedo, M. S., Lima Filho, R. O., & Lucena, W. G. L. (2002). Gestão ambiental: um estudo de caso aplicado í hidroponia. Anais da Assembléia do Conselho Latino-Americano de Escolas De Administração, Porto Alegre, RS, Brasil, 37.

Bertolini, G. R. F. (2009). Modelo para a identificação do volume de investimentos na fabricação de produtos ecologicamente corretos. Tese de Doutorado em Engenharia de Produção. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

Bertolini, G. R. F., & Possamai, O. (2005). Proposta de instrumento de mensuração do grau de consciência ambiental, do consumo ecológico e dos critérios de compra dos consumidores. Revista de Ciência e Tecnologia, 13(25/26), 17-25.

Bertolini, G. R. F., Rojo, C. A. & Lezana, A. G. R. (2012). Modelo de análise de investimentos para fabricação de produtos ecologicamente corretos. Gestão & Produção, São Carlos, 19(3), 1-14.

Brandalise, L. T. (2008). A percepção do consumidor na Análise do Ciclo de Vida do produto: um modelo de apoio í gestão empresarial. Cascavel, PR: Edunioeste.

Brandalise, L. T. (2012). Desenvolvimento sustentável e o setor público. In Brandalise, L. T., Nazzari, R. K. Polí­ticas de sustentabilidade: responsabilidade social e corporativa das questões ecológicas. Cascavel, PR: Edunioeste.

BRASIL. Ministério do desenvolvimento, indústria e comércio exterior. (2008). Consumidor desiste de comprar produto com selo verde se ele for mais caro. Recuperado em 12 novembro, 2008, de http://www.portaldoconsumidor.gov.br/homologacao/ noticia.asp? busca=sim&id=12026.

Calzada, M. (1998). Quem é o consumidor orgânico. Anais da Conferência da IFOAM, Mar del Plata. Recuperado em 8 setembro, 2003 de http://www.planetaorganico.com.br/saudnovc.htm

Churchill, G. A., & Peter, J. P. (2000). Marketing: criando valor para o cliente (2ª ed.). São Paulo: Saraiva.

Cobra, M. (2003). Administração de marketing no Brasil. São Paulo: Cobra.

Cooper, D. R., & Schindler, P. S. Métodos de pesquisa em administração (7ª ed.). Porto Alegre: Bookman.

Daroit, D., & Nascimento, L. F. (2002). A busca da qualidade ambiental como incentivo í produção de inovações. Anais do Encontro Nacional da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, Salvador, BA, Brasil, 26.

D'Souza, C. (2004). Ecolabels programmes: a stakeholder (consumer) perspective. corportare communication: An International Journal, 9(3), 179-188.

Holbrook, M. B. (1999). Consumer value: a framework for analysis and research. New York: Routledge.

Kotler, P. (2000). Administração de marketing (10ª ed.). São Paulo: Prentice Hall.

Kotler, P., & Armstrong, G. (2004). Princí­pios de marketing. Rio de Janeiro: LTC.

Kotler, P. & Keller K. L. (2006). Administração de marketing. São Paulo: Person Prentice Hall.

Lamb Junior, C. W., Hair Junior, J. F., & Mcdaniel, C. (2004). Princí­pios de marketing. São Paulo: Thomson.

Lavorato, M. L. A.(2003). As vantagens do benchmarking ambiental. Revista Produção online, 4(2), 67-90.

Mahfood, P. E. (1994). Transformando um cliente insatisfeito em um cliente para sempre. São Paulo: Makron Books.

Maia, G. L., & Vieira, F. G. D. Marketing verde: estratégias para produtos ecologicamente corretos. Revista de Administração Nobel. 3(jan/jul), 21-32.

Mattar, H. (2011). Consumo consciente e responsabilidade social empresarial. IAnais do Meio ambiente Brasil: avanços e obstáculos pós Rio 92. Recuperado em 2 marçoi, 2012, de http://www.uniethos.org.br/_uniethos/documents/pesq_consum_2004.pdf

Medeiros, A. (2001). O processo de estruturação da personalidade dos microempresários diante dos problemas de avaliação tecnológica dos processos produtivos numa perspectiva de ecodesign. 2001. Tese de Doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, SC, Brasil.

Medeiros, D. D., & Silva, G. C. S. Análise do gerenciamento ambiental em empresas do estado de Pernambuco. Anais do Encontro Nacional de Engenharia de Produção, Ouro Preto. MG, Brasil, 13.

Nagle, T. T., & Holden, R. K. (2003). Estratégias e táticas de preços: um guia para decisões lucrativas. São Paulo: Pearson Prentice Hall.

Nascimento, C. A. M. (2000). Em busca da ecoeficiência. REAd. 6(3), 87-110.

Ometto, A. R., Souza, M. P., & Guelere Filho, A. (2007, jun). A gestão ambiental nos sistemas produtivos. Revista Pesquisa e Desenvolvimento Engenharia de Produção. 6, 22 – 36.

Perreault Junior, W., & Mccarthy, E. J. (2002). Princí­pios de marketing. (13ª ed.). Rio de Janeiro: LTC.

Porter, M. E. (1999). Competição: estratégias competitivas essenciais. Rio de Janeiro: Campus.

Raposo, S. (2003). Consumo consciente: economizar água e energia e comprar produtos ecológicos são algumas maneiras de contribuir com a preservação ambiental. Recuperado em 3 agosto 2003, de www.salveoplaneta.com.br/art_01.htm

Reinartz, W. J., & Kumar, V. (2003). The impact of customer relationship characteristics on profitable lifetime duration. Journal of Marketing, 67(1), 77-99.

Richardson, R. J. (1999). Pesquisa social: métodos e técnicas (3a ed.). São Paulo: Atlas.

Roberts, J. A. (1996). Green consumers in the 1990s: profile and implications for advertising. Journal of Business Research. 36(3), 217 – 231.

Samara, B. S., & Barros, J. C. (2003). Pesquisa de marketing: conceitos e metodologia. São Paulo: Makron Books.

Schultz, P. W., Shriver, C., Tabanico, J. J., & Khazian, A. M. (2004). Implicit connections with nature. Journal of Environmental Psychology. 24(1), 31-42.

Sheth, J. N., Mittal, B., & Newman, B. (2001). Comportamento do cliente: indo além do comportamento do consumidor. São Paulo: Atlas.

Souza, R. S. (2002). Evolução e condicionantes da gestão ambiental nas empresas. Revista de Eletrônica de Administração, 8 (6- Edição Especial), nov./dez.

Trevissan, C. (2002, novembro) Preocupação ambiental vai garantir o lucro das empresas, diz economista. Valor Econômico. ano 3, n. 643, Recuperada em 22 abril, 2003, de http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/materia.asp?id=153799

Veludo-De-Oliveira, T. M., & Ikeda, A. A.(2005). O conceito de valor para o cliente: definições e implicações gerenciais em marketing. Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, 3(1), 39-52.

Volsky, R. P., Ozanne, L. K., & Fontenot, R. J. (1999). A conceptual model of US consumer willingness-to-pay for environmentally certified wood products. Journal of Consumer Marketing, 16(2), 122-140.

Waldman, M., & Schneider, D. M. (2000). Guia ecológico doméstico. São Paulo: Contexto.

Downloads

Publicado

2013-08-19

Como Citar

Ferramenta para identificação do valor e da disposição de compra dos consumidores de produtos ecológicos / Tool for value identification and consumer willingness to purchase green products. Revista Metropolitana de Sustentabilidade (ISSN 2318-3233), São Paulo, v. 3, n. 1, p. 115–133, 2013. Disponível em: https://revistaseletronicas.fmu.br/index.php/rms/article/view/191. Acesso em: 27 set. 2026.

Artigos Semelhantes

1-10 de 110

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)