Alternativa para a inclusão dos moradores da “cidade ilegal” no planejamento urbano das grandes cidades brasileiras

Amaury Pinto de Castro Monteiro Junior, Marcelo Luiz Dias da Silva Gabriel

Resumo


Este estudo procurou, a partir da constatação da existência de duas cidades, a "cidade legal" e a " cidade ilegal", que vivem e convivem no mesmo espaço urbano, apontar soluções para destacar essas diferenças e identificar a prioridade de inclusão das áreas classificadas como "cidade ilegal" no planejamento urbano dos municípios. Este processo tornou-se importante para identificar que a unidade de planejamento urbano baseada no bairro, agrupamento de loteamentos, vilas e ocupações, não responde adequadamente, em termos de investimentos e prioridades urbanas ao objetivo de garantir a universalização da garantia do Direito à Cidade Sustentável, previsto no Estatuto da Cidade, a todos os habitantes do município. Ao reduzir a Unidade de Pesquisa (loteamentos, vilas ou ocupações) e com a aplicação de Análise Multivariada de Dados, especificamente a técnica Classificação por Cluster, é possível verificar que as políticas públicas e ações do Estado não contemplam uniformemente as áreas com características díspares de uma mesma cidade. A combinação de revisão de literatura, o processamento e a análise dos dados coletados em campo, bem como a aplicação de técnicas estatísticas adequadas proporcionou resultados significativos, tanto do ponto de vista conceitual como do ponto de vista estatístico.

 

Palavras-chave


Sustentabilidade Urbana, Planejamento Urbano, Inclusão social, Análise de Clusters. Gestão Ambiental

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Revista Metropolitana de Sustentabilidade - ISSN  2318-3233


 

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