EFEITO DA QUITOSANA NO CRESCIMENTO MICELIAL DE FUSARIUM OXYSPORUM, RHIZOCTONIA SOLANI E TRICHODERMA SPP.

Amanda Keller Siqueira, Osmar da Rocha Levandoski Junior, Gabriela Aparecida Pereira Bertan, Jeislane Camila Sampietro Klack de Brito, Vanessa Gomes da Silva

Resumo


Os fungicidas, frequentemente utilizados em sistemas agrícolas convencionais, podem prejudicar seres humanos, animais e danificar o meio ambiente. A quitosana, extraída da casca do crustáceo, tem se mostrado uma alternativa inofensiva e barata aos fungicidas. Este trabalho teve como objetivo testar o efeito inibitório da quitosana sobre o crescimento micelial de Fusarium oxysporum, Rhizoctonia solani e Trichoderma spp. Diferentes concentrações de quitosana (0, 1, 2, 4, 8 e 16%) foram adicionadas em Batata Dextrose Agar (BDA) preparado em 1% de ácido acético. Os fungos foram inoculados no centro das placas, incubados a 25 °C, com ou sem fotoperíodo de 12 horas. Medições diárias foram realizadas em dois diâmetros transversais até o micélio atingir as bordas da placa de Petri. O crescimento micelial de Fusarium oxysporum foi significativamente inibido pela quitosana nas concentrações 1, 2, 4 e 8%, nos dias 4, 5 e 6 de avaliação, em fotoperíodo de 12 horas. No entanto, para Rhizoctonia solani não houve redução no crescimento micelial. Trichoderma spp. apresentou a maior redução micelial, em ambos os esquemas de luz, em todas as concentrações avaliadas, nos dias um, dois e três. Os resultados indicam que o crescimento micelial de Fusarium oxysporum e Trichoderma spp. foram inibidos pela quitosana. Assim, o uso combinado de quitosana e Trichoderma spp. como agentes de biocontrole de fitopatógenos não é indicado.

Palavras-chave


biofungicida; camarão; controle; fungos.

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