GESTÃO PRÓ-SUSTENTABILIDADE: UM ESTUDO SOBRE O PROCESSO DE MUDANÇA EM UMA EMPRESA BRASILEIRA

Ana Paula Ferreira Alves, Ana Carolina Salles, Jaqueline Guimarães Santos, Luis Felipe Machado do Nascimento

Resumo


Diante das atuais preocupações com a degradação do planeta e a desigualdade social decorrente das atividades empresariais, percebe-se uma crescente necessidade de integração de ações mais responsáveis tanto na pesquisa como na prática da gestão das organizações. Esses impactos socioambientais impulsionam as organizações a repensarem seus modelos de gestão, buscando um redimensionamento que ultrapasse as formas tradicionais rumo a uma gestão pró-sustentabilidade. Assim, este estudo objetiva compreender o processo de mudança para um modelo de gestão em prol da sustentabilidade e a percepção dos colaboradores frente a essa mudança. Para tanto, foram realizadas entrevistas com colaboradores de uma empresa brasileira, além de observações diretas não participantes. Os resultados apontam que a concepção e a implantação de um modelo pró-sustentabilidade é possível, dentro da realidade da empresa estudada. Ainda, os colaboradores opinam positivamente sobre o processo de mudança e percebem que a empresa contribui para um desenvolvimento mais sustentável.


Palavras-chave


Sustentabilidade; Gestão; Mudança.

Texto completo:

PDF HTML

Referências


Alves, A. P. F., & Nascimento, L. F. M. (2016). Proatividade de Práticas Sustentáveis: uma análise das práticas da empresa Mercur S/A. Revista de Administração da UFSM, Santa Maria, v. 9, Ed. Especial, p. 25-42, Ago.

Barbieri, J. C. (2011). Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. 3. ed. São Paulo: Saraiva.

Barbieri, J. C., & Cajazeira, J. E. R. (2009). Responsabilidade social empresarial e empresa sustentável: da teoria à prática. São Paulo: Saraiva.

Barbieri, J. C., Vasconcelos, I. F. G., Andreassi, T., & Vasconcelos, F. C. (2010). Inovação e sustentabilidade: novos modelos e proposições. RAE, v.50, p.146-154.

Bardin, L. (2011). Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70.

Brito, R. P. & Berardi, P. C. (2010). Vantagem Competitiva na Gestão Sustentável da Cadeia de Suprimentos: um metaestudo. Revista de Administração Eletrônica – RAE, v. 50, n. 2, p.155-169, abr./jun.

Claro, P. B. O., Claro, D. P., & Amâncio, R. (2008). Entendendo o conceito de sustentabilidade nas organizações. Revista de Administração (FEA-USP), São Paulo, v. 43, n. 4, p.289-300, out/dez.

Carvalho, A. P., & Barbieri, J. C. (2013). Inovações Socioambientais em cadeias de suprimentos: um estudo de caso sobre o papel da empresa focal, RAI – Revista de

Administração e Inovação, v.10, n.1, p.232-256.

Elkington, J. (2001). Canibais com garfo e faca. São Paulo: Makroon Books.

Fenker, E. A. (2012). Estratégias De Sustentabilidade: Novos Rumos? Anais do XXXVI Encontro da ANPAD. Rio de Janeiro, set.

Hopwood, B., Mellor, M., & O’brien, G. (2005). Sustainable Development: Mapping Different Approaches. Sustainable Development, v. 13, p. 38–52.

Kiron, D., Kruschwitz, N., Haanaes, K., & Velken, I. S. (2012). Sustainability Nears a Tipping Point. MIT Sloan Management Review, v.53, n.2, p.69-74, winter.

Kleindorfer, P. R., Singhal, K., & Van Wassenhove, L. N. (2005). Sustainable Operations Management. Production and Operations Management, v.14, n.4, p.482-492.

Koplin, J., Seuring, S., & Mesterharm, M. (2007). Incorporating sustainability into supply management in the automotive industry e the case of the Volkswagen AG. Journal of Cleaner Production, v.15, p.1053-1062.

Magalhaes, Ó. A. V., Milani, C. & Siqueira, T.; Aguiar, V. M. (2006). (Re)Definindo a sustentabilidade no complexo contexto da gestão social: reflexões a partir de duas práticas sociais. Cadernos EBAPE, v.4, n.2, p. 01-17.

Maia, A. G., & Pires, P. S. (2011). Uma compreensão da sustentabilidade por meio dos níveis de complexidade das decisões organizacionais. RAM, Revista de Administração da Mackenzie, v.12, n.3, p.177-206.

Nascimento, L. F. M., Lemos, Â. D. C., & Mello, M. C. A. (2008). Gestão Socioambiental Estratégica. 1. ed. Porto Alegre: Bookman.

Oliveira, L. R., Medeiros, R. M., Terra, P. B., & Quelhas, O. L. G. (2011). Sustentabilidade: da evolução dos conceitos à implementação como estratégia nas organizações. Produção. v. 22, n.1, p.70-82.

Orsato, R. J. (2006). Competitive Environmental Strategies: when does it pay to be green?

California Management Review, v. 48, n. 2, p.127-143.

Ozturk, A. et al. (2011). Green ICT (Information and Communication Technologies): a review of academic and practitioner perspectives. International Journal of Business and Government Studies, v. 3, n. 1, p. 1-16.

Seuring, S., & Müller, M. (2008). From a literature review to a conceptual framework for sustainable supply chain management. Journal of Cleaner Production, 16, p.1699-1710.

Silva, W. S., Machado, C. G., Lima, E. P., & Costa, S. E. G. C. (2013). Engenharia de produção, gestão de operações e sustentabilidade: mapeamento intelectual do campo de estudo. Produto & Produção, vol. 14, n. 3, p. 35-48.

Slaper, M. F., & Hall, T. J. (2011). The Triple Bottom Line: what is it and how does it work? Indiana Business Review, v.86, n.1, spring.

Tachizawa, T. (2002). Gestão ambiental e responsabilidade social corporativa. São Paulo: Atlas.

Tavares, M. C. (2005). Gestão Estratégica. São Paulo: Atlas.

Tauchen, J., & Brandli, L. L. (2006). A gestão ambiental em instituições de ensino superior: modelo para implantação em campus universitário. Gestão e Produção, São Carlos, v. 13, n. 3, p.503-515, 30 nov.

Vieira, M. M. F. (2006). Por uma boa pesquisa (qualitativa) em administração. In: Vieira, M. M. F. & Zouain, D. M. Pesquisa Qualitativa em Administração. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV. 224p.

Wced, (1987). World Commission on Environment and Development. Our Common Future. London: Oxford University Press.

Yin, R. K. (2001). Estudo de Caso: planejamento e métodos. 2ª ed. Porto Alegre: Bookman.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Revista Metropolitana de Sustentabilidade - ISSN  2318-3233


 

 Impact Factor 1,362 - year 2015

  

 Quality Factor 2,000 - year 2015