TRATAMENTO DO NECROCHORUME EM CEMITÉRIOS

Agatha Melo Francisco, Amanda Karolyne Godoi da Silva, Caroline Soares de Souza, Fernanda Cristina Storte Santos

Resumo


Com o decorrer dos tempos, os corpos dos mortos, sejam seres humanos ou animais, possuíam diversas formas de destinação. O enterro dos corpos em cemitérios foi à prática mais utilizada ao longo da história, e permanece atualmente como padrão. Contudo, foi constatada que na antiguidade, esta prática era responsável por lesões à saúde da população que residia nas proximidades dos locais de enterro. Além dos riscos à saúde, houve relatos de casos de poluição devido ao processo de decomposição dos cadáveres. Em meados do século XVIII, o Brasil adotou legislações proibindo o sepultamento em igrejas e zonas urbanas. Há duas resoluções impostas pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente abordando o processo de construção dos cemitérios, uma vez que o corpo em decomposição expele o necrochorume. O liquido percolado de um cadáver é composto por água, sais minerais e substâncias orgânicas. As substâncias patogênicas presente neste composto são responsáveis pela contaminação de solo e lençóis freáticos. Com a ação da chuva e de águas superficiais, o necrochorume infiltra os horizontes de solo, podendo chegar às águas subterrâneas e aquíferos. A estrutura, os materiais e o solo utilizado nos cemitérios, são fatores que podem afetar diretamente ou indiretamente na possibilidade de contaminação. Visando a decorrência de casos de contaminação e riscos à saúde pública, devem-se haver critérios de manutenção e métodos de construção dos cemitérios. Ainda objetivando na qualidade ambiental, há a prevalência na adoção de métodos de tratamento do necrochorume.


Palavras-chave


Cemitérios; Contaminação; Necrochorume; Saúde; Solo; Tratamento.

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Atas de Saúde Ambiental - ASA, ISSN 2357-7614